Era só vidraça.
E não importava o quão latente fosse
Era só vidro
Vidro que caia das alturas
Perfurava os olhos
E cegava o coração
Não importava quão reluzente fosse
Era vidro
Reduzido a cacos
Reduzido ao que cabia no que chamávamos de nós
E a cada passo de proximidade
O calcanhar sangrava
Era um caminho de dor
Mas insistimos veementemente em dar o nome de amor
Eram cristais
Eternizados em memória
Penetrados na pele
Ligeiros na superfície
Porém , infinitos nos ínfimos átomos de areia
Infinitos pra uma história que espero que algum dia você leia.
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