olhos fechados
mãos amarradas ao vento
sentidos dispersos
nada motivava o intento
para cima pouca luz
debaixo dos pés
sem chão
a luz imergia na escuridão
o ar permeava o ambiente
mas não entrava nos pulmões
ali se estabelecia a vacuidade
o inundar da insanidade
a cabeça tumultuada
veloz como a propagação da luz
e dolor como no pregar da cruz
incurável
insaciável
totalmente
danificável
por uns segundos
até os olhos se abrirem novamente
o vento soltar as amarras
e o sentidos tomarem seu curso
até encontrarem logo o caminho de volta
para o que em sua profunda ignorância chamavam de a grande revolta
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.