Igualdade em Marte

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

A revolta da ansiedade

olhos fechados
mãos amarradas ao vento
sentidos dispersos
nada motivava o intento

para cima pouca luz
debaixo dos pés
sem chão
a luz imergia na escuridão

o ar permeava o ambiente
mas não entrava nos pulmões
ali se estabelecia a vacuidade
o inundar da insanidade

a cabeça tumultuada
veloz como a propagação da luz
e dolor como no pregar da cruz

incurável
insaciável
totalmente
danificável
por uns segundos
até os olhos se abrirem novamente
o vento soltar as amarras
e o sentidos tomarem seu curso
até encontrarem logo o caminho de volta
para o que em sua profunda ignorância chamavam de a grande revolta