Olhei de relance, enxerguei um vulto parecido com o soldado que tanto me fazia falta. Corri em meio às sombras, encontrei o que procurava, encontrei a despedida ávida e angustiante... Ali estava ele, com a bela farda e olhos encharcados, ainda mais do que o oceano que o esperava.
O submarino estava pronto, ele devia partir...
Ao vê-lo entrar naquele submarino, senti como se meu peito apertasse, meus olhos lacrimejassem, estava inerte, o peso da saudade e do desespero se anulavam.
O submarino imergiu naquela imensidão do oceano e, de repente, não era só a embarcação que desaparecia, o soldado também desvanecia da minha mente, sua imagem começava a ficar distorcida em meio a tantos pensamentos confusos.
Eu estava me afogando, de saudade, de tristeza, de confusão, sem ele meus sentidos se perdiam.
A guerra ganhava um guerreiro e eu desespero.
A guerra ganhava um guerreiro e eu desespero.
Meses depois disseram que o submarino "se afogou" e levou junto meu amor...
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